
Costão Rochoso
Por apresentar uma diversidade de habitats, o costão rochoso abriga também diversas espécies de peixes. Eles usam as proximidades do costão para suas atividades, incluindo refúgio, alimentação, reprodução ou apenas passagem. Muitas espécies apresentam uma grande importância econômica, principalmente para pesca artesanal.
Costão rochoso são ecossistemas costeiros formados por rochas de diferentes tamanhos. Tais rochas fornecem uma variedade de habitats e assim, diversas espécies encontram nelas um local adequado para sua sobrevivência. Fatores físicos como luminosidade, temperatura, oscilação das marés, ação das ondas e salinidade influenciam diretamente a distribuição vertical das espécies ao longo desse paredão rochoso. Sendo assim, as condições ambientais que atuam sobre o costão rochoso são diferentes de acordo com suas profundidades e, por isso, os animais se diferem a cada profundidade. No Brasil são encontrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul e as principais ameaças que sofrem são: a poluição, o pisoteio, a retirada seletiva de organismos e a coleta de peixes ornamentais.
Espécies do tanque
Salema-Branca

Anisotremus virginicus
Espécie encontrada no Oceano Atlântico Ocidental, desde a Flórida até o Brasil, incluindo o Caribe e ilhas oceânicas. Vive associada a recifes de coral, costões rochosos, manguezais e fundos arenosos, podendo também ocupar ambientes artificiais, como portos e recifes construídos. Alimenta-se principalmente durante a noite, consumindo moluscos, crustáceos, vermes e equinodermos. Os juvenis apresentam comportamento de limpeza, removendo parasitas de peixes maiores e até de tartarugas-marinhas. Possui coloração característica com listras amarelas e duas faixas pretas verticais no corpo, sendo uma das espécies de peixe-roncador mais reconhecíveis. Pode atingir até 40 cm de comprimento e desempenha um papel importante nas cadeias alimentares dos ambientes costeiros. Status de Conservação: Pouco Preocupante.
Jaguareçá

Holocentrus adscensionis
Espécie de peixe encontrada nos mares tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico. No Brasil, ocorre principalmente no Nordeste e Sudeste. Habita desde ambientes de costões rochosos e recifes costeiros, em águas rasas, até o mar aberto com profundidades de até 180 m. Alimenta-se principalmente de pequenos crustáceos e de algas. Possui grandes olhos avermelhados, dorso vermelho-escuro com reflexos dourados, e pode atingir até 61 cm de comprimento. É um peixe comercial e capaz de produzir som.
Corcoroca

Haemulon aurolineatum
É uma espécie encontrada no oeste do Oceano Atlântico, desde Massachusetts, nos Estados Unidos, até o nordeste do Brasil. Vive em ambiente marinho associado a recifes de coral, em profundidades de até 30 m. Alimenta-se de pequenos crustáceos, moluscos, outros invertebrados bentônicos, plâncton e algas. Os indivíduos formam cardumes, podem chegar até 25 cm de comprimento e pesar até 85,6 g. Há relatos de envenenamento por ciguatera ao comer esse animal, que pode bioacumular substâncias tóxicas para o ser humano. É uma espécie comercial no mercado de aquários e para iscas, sendo pouco comercial em outros tipos de pesca.
Corcoroca-boca-larga

Haemulon steindachneri
Espécie encontrada no Oceano Atlântico, desde o Panamá até Santa Catarina (Brasil), e no Oceano Pacífico, desde o méxico até o Peru. Vive em ambiente marinho associado a recifes, em profundidades com intervalo entre 0 e 50 m. Pode ser encontrado em variados tipos de fundo, como arenoso, coralíneo e rochoso. Também é muito encontrada em mangues, canais, costões rochosos e parcéis, que são conhecidas como áreas de mar raso. Alimenta-se de invertebrados bentônicos (que vivem pelo sedimento marinho). Os indivíduos podem chegar a um tamanho máximo de 30 cm e pesar até 30 kg. É uma espécie comercial no mercado de aquários e pode ser usada também para iscas, sendo pouco utilizada para outras finalidades.
Piranjica

Kyphosus incisor
Peixes comuns no Atlântico Ocidental e Leste, podem viver em até 15 metros de profundidade. Vivem em ambientes rochosos e recifes de corais, podendo chegar a 90 cm de comprimento. Se alimentam de algas, comendo também a alga Sargassum, que é a mesma que o peixe-escorpião (Rhinopias frondosa) se camufla.
Peixe-galo

Encontrados no Atlântico Ocidental, em profundidades de até 54 metros. Quando juvenis vivem próximo à superfície, podem ser encontrados também em baias e foz de rios. Os adultos vivem em cardume próximo ao fundo. Seu tamanho máximo é de 60 cm. São comercializados para consumo mas já houve relatos de pessoas por intoxicação com ciguatera, que é toxina que se acumula nos peixes que se alimentam de determinadas espécies de algas e pode causar problemas gastrointestinais, neurológicos e cardiovasculares.
Marimbá

Diplodus argenteus
Espécie que ocorre em todo litoral do Oceano Atlântico americano e no Mar Mediterrâneo. É encontrada em ambientes costeiros turbulentos de águas rasas, junto aos fundos coralíneos, rochosos e/ou arenosos. Alimenta-se de algas, moluscos, crustáceos e outros invertebrados. Seu corpo é ovalado e comprimido, de coloração prateada e mancha escura arredondada chamada ocelo, próximo a cauda, utilizada para confundir os predadores. Pode medir até 37,8 cm de comprimento. É um peixe pouco comercial.
Peixe-enxada

Chaetodipterus faber
É uma espécie encontrada no Oceano Atlântico, do sudeste dos EUA até o Rio Grande do Sul (Brasil). Vive associado a recifes de corais, em profundidades com intervalo entre 3m e 35 metros. Alimenta-se de animais como, crustáceos, moluscos, anelídeos e cnidários, também podendo se alimentar de plâncton na coluna d’água. Os indivíduos possuem tamanho médio de 50 cm e peso máximo já registrado de 9 Kg. No período reprodutivo, as fêmeas podem liberar até 1 milhão de ovos na coluna d’água, com os ovos eclodindo cerca de 24 horas depois. Há casos de envenenamento por ciguatera ao consumir esse animal. É uma espécie comercial no mercado de aquários, pesca esportiva e aquacultura, sendo pouco comercial para outros tipos de pescarias.
Moreia-pintada

Gymnothorax moringa
É uma espécie encontrada no oceano Atlântico, desde a Carolina do Norte ( EUA) até o sudeste do Brasil. Vive em ambiente marinho associado a recifes, em profundidades com intervalo entre 0 e 200 metros. Alimenta-se de peixes e pequenos crustáceos. Os indivíduos são solitários, diurnos, medir até 200 cm de comprimento e pesar até 2,5 kg. Há relato de casos traumatogênicos ao ter contato com esse animal. É uma espécie comercial no mercado de aquários, sendo pouco comercial em outros tipos de pescarias.




