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Alerta super poder!

Alerta super poder!

Os super poderes

Aqui no AquaRio, muitos animais possuem verdadeiros ‘superpoderes’, como camuflagem, veneno, regeneração e adaptações incríveis para sobreviver no oceano. Nesta atividade, você vai conhecer alguns desses poderes fascinantes! E se quiser descobrir ainda mais, temos uma lista completa com detalhes sobre todos os animais e suas habilidades especiais.

Espécies do tanque

Moreia-leopardo

Moreia-leopardo

Gymnothorax favagineus

Está é uma espécie de moreia encontrada no Oceano Indo-Pacífico, vivendo em recifes de coral e áreas estuarinas, chegando a um máximo de 50 m de profundidade. Geralmente se esconde em tocas nas rochas junto de bodiões ou camarões limpadores. Alimenta-se de polvos e pequenos peixes, e pode chegar a 250 cm de comprimento. A moreia-tesselata é pouco comercializada: algumas pessoas consomem sua carne ou a mantém em aquários. É um animal territorialista, podendo ser agressivo quando se sentir ameaçado.

Peixe-vaca

Peixe-vaca

Acanthostracion quadricornis

Espécie de peixe de águas tropicais e temperadas do Oceano Atlântico. Encontrado em águas rasas até cerca de 80 m, principalmente em tapetes de algas marinhas. Alimenta-se de invertebrados, como anêmonas, esponjas e caranguejos ermitões. Seu corpo é delimitado por uma caixa óssea, composta por placas hexagonais, deixando de fora apenas a nadadeira caudal. Esse formato cúbico, juntamente com o movimento das suas nadadeiras, melhora sua hidrodinâmica, permitindo que se movimente gastando pouca energia. Podem atingir até 50 cm de comprimento.

Medusa Lâmpada

Medusa Lâmpada

Lychnorhiza lucerna

A Lychnorhiza lucerna, mais conhecida como “água-viva-lâmpada”, tem esse nome por causa do formato do seu corpo transparente, que lembra uma lâmpada. Essa água-viva vive em parceria com outros seres do mar, como caranguejos e peixes. Ela oferece abrigo e proteção para esses animais, e em troca, eles ajudam na alimentação da água-viva, pois ela se aproveita dos restos de comida deixados por eles. Apesar de ter células que podem causar ardência em seus tentáculos, a Lychnorhiza lucerna não é considerada perigosa para as pessoas. Mesmo assim, ao encostar nela, podem ocorrer pequenas queimaduras ou irritações na pele.

Cavalo-marinho-de-focinho-longo

Cavalo-marinho-de-focinho-longo

Hippocampus reidi

Cavalos-marinhos possuem boca em forma de tubo e são carnívoros. Sua dieta é baseada em plâncton, pequenos moluscos e crustáceos, como artêmias. Na fase adulta, sua cauda preênsil é mais desenvolvida, com a qual se prendem às algas e corais para que não sejam levados pelas correntezas. Podem mudar de cor e movimentar os olhos de maneira independente. São difíceis de serem encontrados, pois se adaptam ao ambiente e se camuflam. São ovovivíparos! Uma peculiaridade é que os machos “engravidam”. A fêmea deposita seus óvulos na bolsa incubadora do macho, que os fecunda e carrega até o momento do nascimento, os filhotes já nascem iguais aos adultos. Um único macho pode gerar de 150 a 1.200 filhotes por gestação dependendo da espécie. O tamanho máximo pode chegar a cerca de 17 cm.

Coral-cogumelo

Coral-cogumelo

Sarcophyton spp.

Os corais do gênero Sarcophyton spp. habitam ambientes recifais tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na região do Indo-Pacífico. Sua ocorrência abrange áreas como o Mar Vermelho, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, e as águas da Indonésia e de Fiji. Espécies desse gênero produzem o terpeno macrolídeo tóxico conhecido como sarcofitóxido, substância que atua como agente antialimentar e confere vantagem competitiva frente a outros corais, desempenhando um papel importante nas interações ecológicas do ambiente recifal.

Tubarão mangona

Tubarão mangona

Carcharias taurus

Popularmente conhecido como tubarão touro ou tubarão-tigre-de-areia (Carcharias taurus), esta espécie possui distribuição global e pode ser encontrada em mares tropicais e temperados do indo-pacífico ocidental, atlântico ocidental e oriental, exceto no pacífico oriental. Habita a região litorânea, podendo ser encontrado próximo à costa em profundidade de 15 a 25 metros e até 232 metros nas plataformas continentais. São animais vivíparos, podendo ter até 2 filhotes por ninhada e um período de gestação de 9 meses. Quando adultos atingem um tamanho máximo de até 3,5 metros de comprimento e peso de até 200 kg, apresentando uma coloração mais clara no ventre e marrom cinza claro no dorso. É um predador de topo no ecossistema marinho, se alimentando de invertebrados e peixes ósseos. No entanto, encontra-se vulnerável a ameaças como a degradação do habitat, mudanças climáticas e a pesca predatória, o que reduz significativamente o tamanho populacional em várias regiões do mundo.

Axolote

Axolote

Quem és tu, Axolote?

Olá! Sou o axolote, sou um anfíbio aquático, da ordem das salamandras, da espécie Ambystoma mexicanum. Sou um animal considerado neotênico, pois não completo minha metamorfose, mantendo características larvais em minha fase adulta. Sou nativo dos lagos Xochimilco e Chalco, no México, sou um animal considerado CRITICAMENTE AMEAÇADO DE EXTINÇÃO, pois sofreMOS com a poluição e predação de animais invasores. Sou carnívoro e minha alimentação é baseada em pequenos animais aquáticos, como insetos, peixes e crustáceos. Possuo uma incrível capacidade de regeneração, podendo regenerar membros e até órgãos - incluindo meu coração e cérebro! Isso acontece graças a células denominadas de blastemas, que funcionam de forma semelhante às células-tronco, recriando tecidos sem fibrose (cicatrização). Por mais que me considerem bonito e amigável, é importante lembrar que não posso ser considerado PETs, no Brasil, minha criação e comercialização são considerados crime ambiental.

Raia manteiga

Raia manteiga

Dasyatis hypostigma

A raia-amanteiga é geralmente encontrada em fundos arenosos, onde se desloca com facilidade em busca de alimento. Trata-se de um animal bentopelágico, que se alimenta principalmente de invertebrados bentônicos, como moluscos, crustáceos e vermes, associados tanto a substratos consolidados (como costões rochosos) quanto a fundos não consolidados. Pode atingir cerca de 65 cm de largura de disco, sendo observada em ambientes marinhos e estuarinos, incluindo águas salobras. Vive em profundidades que variam de 5 a 80 metros, sendo mais comum entre 5 e 40 metros. Além de seu importante papel ecológico no controle das populações de invertebrados do fundo, a raia-amanteiga utiliza o fundo arenoso como área de repouso e camuflagem, enterrando-se parcialmente no sedimento para se proteger de predadores e surpreender suas presas.

Peixe-pedra (Mangangá)

Peixe-pedra (Mangangá)

Scorpaena plumieri

Espécie de peixe encontrada na região de Bermuda, até o sul do Brasil no Oceano Atlântico ocidental, e em poucas regiões no Atlântico oriental. Habita regiões com recifes de coral e costões rochosos em profundidades que variam de 1 m a 60 m. Permanece junto ao fundo camuflando-se com o ambiente, dessa forma, evita predadores (como algumas moreias, raias e tubarões) e pode comer peixes e crustáceos que passam desavisados a sua frente. Pode chegar a um tamanho máximo de 45 cm e 1,6 kg. É um dos peixes mais peçonhentos do Oceano Atlântico, ele possui peçonha em seus espinhos dorsais, pélvicos e anais. Os sintomas do envenenamento provocado por esses peixes incluem, em geral, manifestações locais e sistêmicas, com dor, edema, eritema e necrose, febre, sudorese, agitação, diarréia e distúrbios respiratórios.

Peixe-palhaço

Peixe-palhaço

Amphiprion ocellaris

O peixe-palhaço, conhecido pelo famoso filme infantil “Procurando Nemo”, é uma espécie muito popular entre os aquaristas por suas cores atrativas. Sua distribuição é exclusiva de águas tropicais, ocorrendo no Oceano Índico, Oceano Pacífico e no Mar Vermelho. Se alimentam de microalgas, macroalgas e pequenos crustáceos. Chegam no tamanho máximo de 11 cm de comprimento. Estes peixes vivem em grupos sociais, a dominância é baseada no tamanho corporal, ou seja, o maior animal do grupo geralmente é uma fêmea e os restantes são machos. São classificados como hermafroditas, e durante a reprodução, estes peixes produzem desovas que são adesivas ao substrato, com fecundação e incubação externas. Os machos são responsáveis por cuidar dos ovos durante o período de incubação, promovendo a oxigenação dos mesmos.

Baiacu-de-espinho

Baiacu-de-espinho

Diodon sp.

Pode ser encontrado em lagoas e recifes, em uma profundidade de até 50m em direção ao mar. Os mais jovens podem ser encontrados próximo à superfície, e os adultos mais próximos ao fundo. Possui hábitos solitários e noturnos. Sua alimentação é baseada em invertebrados, gastrópodes e ouriço-do-mar. É venenoso por isso não é utilizado na alimentação.

Peixe-leão-zebra

Peixe-leão-zebra

Dendrochirus zebra

Encontrados no Indo-Pacífico Ocidental. Vive em fundos rochosos e entre recifes de corais, se alimentando de peixes e crustáceos. Podem chegar a 20 cm de comprimento. Percorre grandes distâncias e vive em pequenos grupos. Vale lembrar que a espécie de peixe-leão que ficou conhecida por começar a invadir a costa brasileira no final de 2021 é o Pterois volitans.

Estrela-do-mar

Estrela-do-mar

Echinaster brasiliensis

Vivem no Atlântico Ocidental, em uma profundidade de até 9 m. Se alimenta de zooplâncton, anêmonas e esponjas e seu tamanho máximo é de 6 cm. É uma espécie que ainda não foi muito estudada.

Mudskipper

Mudskipper

Periophthalmus barbarus

Geralmente encontrados em regiões lodosas e em águas salobras, manguezais e estuários. São peixes capazes de respirar ar, por isso conseguem ir em busca de alimentos saltando ou caminhando sobre a lama e/ou areia. Sua alimentação é composta por caranguejos, insetos, entre outros artrópodes, e mangue branco.

Polvo

Polvo

Octopus americanus

Esta espécie de polvo possui distribuição global, podendo ser encontrada em todas as regiões tropicais e subtropicais do mundo. São predadores ativos se alimentando principalmente de crustáceos e outros moluscos, porém também podem comer pequenos peixes. Podem chegar a um tamanho máximo de 1,4 m e seu tempo de vida é em torno de 12 a 24 meses. Possui grande importância econômica, pois é um dos animais marinhos mais consumidos em diversos países, especialmente nos países asiáticos. São animais semélparos: a fêmea, ao desovar, cuida dos ovos, protegendo, limpando e oxigenando eles até que eclodam, em seguida fica muito fraca e acaba morrendo.

Peixe-cego-das-cavernas

Peixe-cego-das-cavernas

Astyanax mexicanus

Encontrado no México, essa espécie habita rios de pequeno a grande porte, e fundos rochosos e arenosos. Sua alimentação é baseada em vermes, insetos e crustáceos. Existem duas variações dessa espécie, os que vivem na superfície, por isso possuem coloração e boa visão; e os que habitam as cavernas, que ao longo da evolução perderam a visão e a pigmentação (por isso, são albinos), por serem características indiferentes no ambiente escuro em que vivem. Richard Borowsky fez um estudo onde a partir de cruzamentos genéticos conseguiu o nascimento de indivíduos com “olhos” rudimentares, e, em um dos cruzamentos, 40% dos filhotes nasceram enxergando. "Se você hibridizasse duas populações separadas de peixes cegos da caverna e os colocasse num lugar com luz, eu suspeito que a pressão da seleção [natural] seria suficiente para restaurar a visão para o conjunto da população em um tempo relativamente curto, menos de cem gerações", disse o pesquisador em entrevista à Folha. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1201200801.htm

Anêmona-tentáculos-longos

Anêmona-tentáculos-longos

Macrodactyla doreensis

Encontrada no oceano Pacífico, essa espécie pode ser encontrada até 5 metros de profundidade. Pode chegar a 40 cm de comprimento. Pode abrigar peixes-palhaços mas normalmente não é encontrada com peixes. Se alimenta de invertebrados.

Ouriço-de-espinho-longo

Ouriço-de-espinho-longo

Diadema setosum

É um animal, do mesmo grupo das estrelas-do-mar e pepinos-do-mar, os Equinodermos. É encontrado no Mar Mediterrâneo e no Oceano Indo-Pacífico, desde o Mar Vermelho até as ilhas do Pacífico sul e Japão. É bentônico, ou seja, vive associado ao substrato marinho, em profundidades com intervalo entre 0 e 70 m. Geralmente está associado a ambientes de recifes de coral com muitos corais mortos, se alimentando de algas que crescem por ali. Os indivíduos têm fecundação externa (liberam seus gametas na água) e podem medir até 60 cm de comprimento.

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