
Alerta super poder!
Os super poderes
Aqui no AquaRio, muitos animais possuem verdadeiros ‘superpoderes’, como camuflagem, veneno, regeneração e adaptações incríveis para sobreviver no oceano. Nesta atividade, você vai conhecer alguns desses poderes fascinantes! E se quiser descobrir ainda mais, temos uma lista completa com detalhes sobre todos os animais e suas habilidades especiais.
Espécies do tanque
Medusa Lâmpada

Lychnorhiza lucerna
A Lychnorhiza lucerna, mais conhecida como “água-viva-lâmpada”, tem esse nome por causa do formato do seu corpo transparente, que lembra uma lâmpada. Essa água-viva vive em parceria com outros seres do mar, como caranguejos e peixes. Ela oferece abrigo e proteção para esses animais, e em troca, eles ajudam na alimentação da água-viva, pois ela se aproveita dos restos de comida deixados por eles. Apesar de ter células que podem causar ardência em seus tentáculos, a Lychnorhiza lucerna não é considerada perigosa para as pessoas. Mesmo assim, ao encostar nela, podem ocorrer pequenas queimaduras ou irritações na pele.
Peixe-vaca

Acanthostracion quadricornis
Espécie de peixe de águas tropicais e temperadas do Oceano Atlântico. Encontrado em águas rasas até cerca de 80 m, principalmente em tapetes de algas marinhas. Alimenta-se de invertebrados, como anêmonas, esponjas e caranguejos ermitões. Seu corpo é delimitado por uma caixa óssea, composta por placas hexagonais, deixando de fora apenas a nadadeira caudal. Esse formato cúbico, juntamente com o movimento das suas nadadeiras, melhora sua hidrodinâmica, permitindo que se movimente gastando pouca energia. Podem atingir até 50 cm de comprimento.
Coral-cogumelo

Sarcophyton spp.
Os corais do gênero Sarcophyton spp. habitam ambientes recifais tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na região do Indo-Pacífico. Sua ocorrência abrange áreas como o Mar Vermelho, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, e as águas da Indonésia e de Fiji. Espécies desse gênero produzem o terpeno macrolídeo tóxico conhecido como sarcofitóxido, substância que atua como agente antialimentar e confere vantagem competitiva frente a outros corais, desempenhando um papel importante nas interações ecológicas do ambiente recifal.
Tubarão mangona

Carcharias taurus
Popularmente conhecido como tubarão touro ou tubarão-tigre-de-areia (Carcharias taurus), esta espécie possui distribuição global e pode ser encontrada em mares tropicais e temperados do indo-pacífico ocidental, atlântico ocidental e oriental, exceto no pacífico oriental. Habita a região litorânea, podendo ser encontrado próximo à costa em profundidade de 15 a 25 metros e até 232 metros nas plataformas continentais. São animais vivíparos, podendo ter até 2 filhotes por ninhada e um período de gestação de 9 meses. Quando adultos atingem um tamanho máximo de até 3,5 metros de comprimento e peso de até 200 kg, apresentando uma coloração mais clara no ventre e marrom cinza claro no dorso. É um predador de topo no ecossistema marinho, se alimentando de invertebrados e peixes ósseos. No entanto, encontra-se vulnerável a ameaças como a degradação do habitat, mudanças climáticas e a pesca predatória, o que reduz significativamente o tamanho populacional em várias regiões do mundo.
Axolote

Quem és tu, Axolote?
Olá! Sou o axolote, sou um anfíbio aquático, da ordem das salamandras, da espécie Ambystoma mexicanum. Sou um animal considerado neotênico, pois não completo minha metamorfose, mantendo características larvais em minha fase adulta. Sou nativo dos lagos Xochimilco e Chalco, no México, sou um animal considerado CRITICAMENTE AMEAÇADO DE EXTINÇÃO, pois sofreMOS com a poluição e predação de animais invasores. Sou carnívoro e minha alimentação é baseada em pequenos animais aquáticos, como insetos, peixes e crustáceos. Possuo uma incrível capacidade de regeneração, podendo regenerar membros e até órgãos - incluindo meu coração e cérebro! Isso acontece graças a células denominadas de blastemas, que funcionam de forma semelhante às células-tronco, recriando tecidos sem fibrose (cicatrização). Por mais que me considerem bonito e amigável, é importante lembrar que não posso ser considerado PETs, no Brasil, minha criação e comercialização são considerados crime ambiental.
Raia manteiga
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Dasyatis hypostigma
A raia-manteiga (Dasyatis hypostigma) é encontrada no sudoeste do Oceano Atlântico, desde o Espírito Santo, no Brasil, até a Argentina, vivendo principalmente em estuários e áreas costeiras de fundo arenoso, entre 5 e 80 metros de profundidade. Seu comportamento é marcado pela busca por alimento no fundo do mar, alimentando-se de invertebrados como moluscos, crustáceos e vermes e explorando o sedimento arenoso para encontrá-los. Sua reprodução acontece de forma vivípara, com fecundação interna e desenvolvimento dos filhotes dentro do corpo da mãe até o nascimento. O tamanho pode chegar a 65 cm de largura de disco, característica que pode variar ao longo do crescimento. Uma curiosidade interessante sobre essa espécie é que seu nome está relacionado à textura macia de sua carne, que é frequentemente comercializada sob a denominação genérica de “cação”, fazendo com que a espécie sofra grande pressão da pesca e contribua para o declínio de suas populações. Status de Conservação: Em Perigo.
Peixe-pedra (Mangangá)

Scorpaena plumieri
Espécie de peixe encontrada na região de Bermuda, até o sul do Brasil no Oceano Atlântico ocidental, e em poucas regiões no Atlântico oriental. Habita regiões com recifes de coral e costões rochosos em profundidades que variam de 1 m a 60 m. Permanece junto ao fundo camuflando-se com o ambiente, dessa forma, evita predadores (como algumas moreias, raias e tubarões) e pode comer peixes e crustáceos que passam desavisados a sua frente. Pode chegar a um tamanho máximo de 45 cm e 1,6 kg. É um dos peixes mais peçonhentos do Oceano Atlântico, ele possui peçonha em seus espinhos dorsais, pélvicos e anais. Os sintomas do envenenamento provocado por esses peixes incluem, em geral, manifestações locais e sistêmicas, com dor, edema, eritema e necrose, febre, sudorese, agitação, diarréia e distúrbios respiratórios.
Peixe-palhaço

Amphiprion ocellaris
O peixe-palhaço, conhecido pelo famoso filme infantil “Procurando Nemo”, é uma espécie muito popular entre os aquaristas por suas cores atrativas. Sua distribuição é exclusiva de águas tropicais, ocorrendo no Oceano Índico, Oceano Pacífico e no Mar Vermelho. Se alimentam de microalgas, macroalgas e pequenos crustáceos. Chegam no tamanho máximo de 11 cm de comprimento. Estes peixes vivem em grupos sociais, a dominância é baseada no tamanho corporal, ou seja, o maior animal do grupo geralmente é uma fêmea e os restantes são machos. São classificados como hermafroditas, e durante a reprodução, estes peixes produzem desovas que são adesivas ao substrato, com fecundação e incubação externas. Os machos são responsáveis por cuidar dos ovos durante o período de incubação, promovendo a oxigenação dos mesmos.
Baiacu-de-espinho

Diodon sp.
Pode ser encontrado em lagoas e recifes, em uma profundidade de até 50m em direção ao mar. Os mais jovens podem ser encontrados próximo à superfície, e os adultos mais próximos ao fundo. Possui hábitos solitários e noturnos. Sua alimentação é baseada em invertebrados, gastrópodes e ouriço-do-mar. É venenoso por isso não é utilizado na alimentação.
Moreia-leopardo

Gymnothorax favagineus
A moreia-leopardo (Gymnothorax favagineus) é encontrada em recifes tropicais do Indo-Pacífico, desde o Mar Vermelho e a costa leste da África até Papua-Nova Guiné, Japão e Austrália. Habita recifes rasos e encostas externas dos recifes, geralmente entre 1 e 50 metros de profundidade. Passa grande parte do tempo abrigada em fendas e tocas, saindo para se alimentar principalmente de peixes e cefalópodes, como polvos e lulas. É comum compartilhar seus refúgios com peixes-limpadores e camarões-limpadores, que removem parasitas de seu corpo em uma relação de benefício mútuo. Como outras moreias, reproduz-se por fecundação externa, liberando óvulos e espermatozoides na água. Após a eclosão, suas larvas passam um período no plâncton antes de se estabelecerem nos recifes. Considerada uma das maiores espécies de moreia do Indo-Pacífico, pode atingir cerca de 3 metros de comprimento. Seu nome popular vem das manchas escuras espalhadas pelo corpo, que lembram a pelagem de um leopardo. Curiosamente, o padrão dessas manchas é único em cada indivíduo, funcionando como uma espécie de “impressão digital”. Status de Conservação: Seguro.
Peixe-leão-zebra

Dendrochirus zebra
O peixe-leão-zebra (Dendrochirus zebra) habita recifes de coral e áreas rochosas tropicais do Indo-Pacífico, sendo encontrado desde águas rasas até cerca de 115 metros de profundidade. De hábitos geralmente solitários, passa o dia escondido em fendas e cavernas e torna-se mais ativo ao entardecer, quando sai para caçar pequenos peixes e crustáceos. Sua reprodução ocorre em pares, com a liberação de uma massa gelatinosa contendo milhares de ovos na coluna d’água. Pode atingir até 25 cm de comprimento. Assim como outras espécies de peixe-leão, possui espinhos venenosos utilizados para defesa. Diferentemente do peixe-leão-vermelho (Pterois volitans), espécie invasora presente na costa brasileira e em outras áreas do Atlântico Ocidental, o peixe-leão-zebra tem sua distribuição natural restrita ao Indo-Pacífico. Status de Conservação: Seguro.
Estrela-do-mar
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Echinaster brasiliensis
Vivem no Atlântico Ocidental, em uma profundidade de até 9 m. Se alimenta de zooplâncton, anêmonas e esponjas e seu tamanho máximo é de 6 cm. É uma espécie que ainda não foi muito estudada.
Mudskipper

Periophthalmus barbarus
Geralmente encontrados em regiões lodosas e em águas salobras, manguezais e estuários. São peixes capazes de respirar ar, por isso conseguem ir em busca de alimentos saltando ou caminhando sobre a lama e/ou areia. Sua alimentação é composta por caranguejos, insetos, entre outros artrópodes, e mangue branco.
Polvo

Octopus vulgaris
O polvo (Octopus vulgaris) possui ampla distribuição, ocorrendo em águas tropicais, subtropicais e temperadas, vivendo principalmente em áreas costeiras e na plataforma continental, desde águas rasas até cerca de 150 m de profundidade. Seu comportamento é marcado por hábitos solitários, territoriais e predominantemente noturnos, podendo passar o dia abrigado em tocas e sair à noite para caçar. Possui excelente capacidade de camuflagem, alterando a cor, a textura e a postura do corpo para se misturar ao ambiente. Sua reprodução acontece por fecundação interna. A fêmea deposita entre 100 mil e 500 mil ovos em locais protegidos e permanece cuidando deles até a eclosão, alimentando-se muito pouco durante esse período. O tamanho pode variar entre 30 e 90 cm de comprimento total, incluindo os braços. Uma curiosidade interessante sobre essa espécie é que é considerada um dos invertebrados mais inteligentes do oceano, sendo capaz de aprender, resolver problemas e utilizar sua camuflagem de maneira extremamente eficiente, mostrando como esse animal possui adaptações únicas para sobreviver em seu ambiente. Status de Conservação: Seguro.
Peixe-cego-das-cavernas

Astyanax mexicanus
Encontrado no México, essa espécie habita rios de pequeno a grande porte, e fundos rochosos e arenosos. Sua alimentação é baseada em vermes, insetos e crustáceos. Existem duas variações dessa espécie, os que vivem na superfície, por isso possuem coloração e boa visão; e os que habitam as cavernas, que ao longo da evolução perderam a visão e a pigmentação (por isso, são albinos), por serem características indiferentes no ambiente escuro em que vivem. Richard Borowsky fez um estudo onde a partir de cruzamentos genéticos conseguiu o nascimento de indivíduos com “olhos” rudimentares, e, em um dos cruzamentos, 40% dos filhotes nasceram enxergando. "Se você hibridizasse duas populações separadas de peixes cegos da caverna e os colocasse num lugar com luz, eu suspeito que a pressão da seleção [natural] seria suficiente para restaurar a visão para o conjunto da população em um tempo relativamente curto, menos de cem gerações", disse o pesquisador em entrevista à Folha. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1201200801.htm
Anêmona-tentáculos-longos

Macrodactyla doreensis
Encontrada no oceano Pacífico, essa espécie pode ser encontrada até 5 metros de profundidade. Pode chegar a 40 cm de comprimento. Pode abrigar peixes-palhaços mas normalmente não é encontrada com peixes. Se alimenta de invertebrados.
Ouriço-de-espinho-longo

Diadema setosum
É um animal, do mesmo grupo das estrelas-do-mar e pepinos-do-mar, os Equinodermos. É encontrado no Mar Mediterrâneo e no Oceano Indo-Pacífico, desde o Mar Vermelho até as ilhas do Pacífico sul e Japão. É bentônico, ou seja, vive associado ao substrato marinho, em profundidades com intervalo entre 0 e 70 m. Geralmente está associado a ambientes de recifes de coral com muitos corais mortos, se alimentando de algas que crescem por ali. Os indivíduos têm fecundação externa (liberam seus gametas na água) e podem medir até 60 cm de comprimento.




