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Pequenas Riquezas

Pequenas Riquezas

O mundo marinho também é casa de seres bem pequenos mas que são extremamente chamativos por suas colorações, formas do corpo e estratégias de sobrevivência.

Neste lugar fascinante, vivem seres com as mais variadas estratégias para garantir sua sobrevivência. Alguns possuem diferentes tipos de respiração, permitindo que se movimentem por diferentes locais e respirem fora d’água. Outros são verdadeiros escudos ambulantes, cobertos por espinhos que podem ter substâncias venenosas para afastar predadores. Há aqueles que se adaptaram ao completo escuro, onde a luz do sol nunca chega e por isso, sequer desenvolveram os olhos! Alguns se comunicam através de movimentos delicados do corpo, quase como uma dança subaquática. E em certos casos curiosos, é o macho quem carrega os filhotes, enquanto a fêmea apenas deposita os ovos.

Espécies do tanque

Tubarão-bambu

Tubarão-bambu

É uma espécie de tubarão encontrada no Oceano Indo-Pacífico, principalmente na região que vai desde o Japão ao nordeste da Austrália. Vive próximo a recifes de coral, mas também é encontrado em poças de marés, em profundidades com intervalo entre 0 e 85 m. Alimenta-se de pequenos invertebrados e peixes. É considerado um tubarão de pequeno porte, alcançando um máximo de 130 cm de comprimento. É ovíparo e seus filhotes apresentam uma coloração distinta dos adultos, e a medida que se tornam maiores perdem esta coloração. Por habitar locais que estão sujeitos a mudanças bruscas de maré, pode sobreviver fora d’água por até 12 horas. É uma espécie comercial no mercado de aquários e para outras finalidades.

Peixe-leão-zebra

Peixe-leão-zebra

Encontrados no Indo-Pacífico Ocidental. Vive em fundos rochosos e entre recifes de corais, se alimentando de peixes e crustáceos. Podem chegar a 20 cm de comprimento. Percorre grandes distâncias e vive em pequenos grupos. Vale lembrar que a espécie de peixe-leão que ficou conhecida por começar a invadir a costa brasileira no final de 2021 é o Pterois volitans.

Linguado

Linguado

São peixes costeiros de hábitos bentônicos. Apresentam características curiosas como seus dois olhos no mesmo lado do corpo e nadar horizontalmente. Passam boa parte do tempo enterrados como forma de camuflagem para capturar possíveis presas e se proteger.

Estrela-do-mar

Estrela-do-mar

Vivem no Atlântico Ocidental, em uma profundidade de até 9 m. Se alimenta de zooplâncton, anêmonas e esponjas e seu tamanho máximo é de 6 cm. É uma espécie que ainda não foi muito estudada.

Baiacu-de-espinho

Baiacu-de-espinho

Pode ser encontrado em lagoas e recifes, em uma profundidade de até 50m em direção ao mar. Os mais jovens podem ser encontrados próximo à superfície, e os adultos mais próximos ao fundo. Possui hábitos solitários e noturnos. Sua alimentação é baseada em invertebrados, gastrópodes e ouriço-do-mar. É venenoso por isso não é utilizado na alimentação.

Ouriço-verde

Ouriço-verde

É uma espécie encontrada em águas tropicais do Oceano Atlântico, desde os Estados Unidos até o Brasil. Vive em recifes rochosos, em substratos arenosos ou lamacentos e em tapetes de ervas marinhas, em profundidades de até 50 m. Pode ocorrer em grande número, com até 15 indivíduos sendo encontrados por metro quadrado. Os indivíduos em grande parte são herbívoros, alimentando-se de algas marinhas, e podem chegar até 11 cm de comprimento.

Peixe-pedra (Mangangá)

Peixe-pedra (Mangangá)

Espécie de peixe encontrada na região de Bermuda, até o sul do Brasil no Oceano Atlântico ocidental, e em poucas regiões no Atlântico oriental. Habita regiões com recifes de coral e costões rochosos em profundidades que variam de 1 m a 60 m. Permanece junto ao fundo camuflando-se com o ambiente, dessa forma, evita predadores (como algumas moreias, raias e tubarões) e pode comer peixes e crustáceos que passam desavisados a sua frente. Pode chegar a um tamanho máximo de 45 cm e 1,6 kg. É um dos peixes mais peçonhentos do Oceano Atlântico, ele possui peçonha em seus espinhos dorsais, pélvicos e anais. Os sintomas do envenenamento provocado por esses peixes incluem, em geral, manifestações locais e sistêmicas, com dor, edema, eritema e necrose, febre, sudorese, agitação, diarréia e distúrbios respiratórios.

Mudskipper

Mudskipper

Geralmente encontrados em regiões lodosas e em águas salobras, manguezais e estuários. São peixes capazes de respirar ar, por isso conseguem ir em busca de alimentos saltando ou caminhando sobre a lama e/ou areia. Sua alimentação é composta por caranguejos, insetos, entre outros artrópodes, e mangue branco.

Peixe-cego-das-cavernas

Peixe-cego-das-cavernas

Encontrado no México, essa espécie habita rios de pequeno a grande porte, e fundos rochosos e arenosos. Sua alimentação é baseada em vermes, insetos e crustáceos. Existem duas variações dessa espécie, os que vivem na superfície, por isso possuem coloração e boa visão; e os que habitam as cavernas, que ao longo da evolução perderam a visão e a pigmentação (por isso, são albinos), por serem características indiferentes no ambiente escuro em que vivem. Richard Borowsky fez um estudo onde a partir de cruzamentos genéticos conseguiu o nascimento de indivíduos com “olhos” rudimentares, e, em um dos cruzamentos, 40% dos filhotes nasceram enxergando. "Se você hibridizasse duas populações separadas de peixes cegos da caverna e os colocasse num lugar com luz, eu suspeito que a pressão da seleção [natural] seria suficiente para restaurar a visão para o conjunto da população em um tempo relativamente curto, menos de cem gerações", disse o pesquisador em entrevista à Folha. Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1201200801.htm

Acará-disco-comum

Acará-disco-comum

É uma espécie endêmica do Brasil, vive em águas escuras na bacia do rio Amazonas, sendo encontrado entre raízes e fendas de rochas. É tranquilo para conviver junto com outros indivíduos. Tem o cuidado parental com a prole e produz um muco para nutrir os alevinos nos primeiros dias de vida. Se alimenta de insetos, larvas de insetos, plâncton e eventualmente de frutos.

Acará-disco

Acará-disco

Vive na América do Sul, em fendas rochosas entre raízes, nos rios Amazonas, Negro e Solimões. Geralmente vive em cardumes, mas durante o período reprodutivo se torna territorialista. Se alimentam de invertebrados planctônicos, insetos e larvas de insetos.

Ouriço-de-espinho-longo

Ouriço-de-espinho-longo

É um animal, do mesmo grupo das estrelas-do-mar e pepinos-do-mar, os Equinodermos. É encontrado no Mar Mediterrâneo e no Oceano Indo-Pacífico, desde o Mar Vermelho até as ilhas do Pacífico sul e Japão. É bentônico, ou seja, vive associado ao substrato marinho, em profundidades com intervalo entre 0 e 70 m. Geralmente está associado a ambientes de recifes de coral com muitos corais mortos, se alimentando de algas que crescem por ali. Os indivíduos têm fecundação externa (liberam seus gametas na água) e podem medir até 60 cm de comprimento.

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