
Peixes-recifais
Importância ecológica
Os peixes recifais vivem entre os corais e formam um dos ecossistemas mais coloridos e diversos do oceano. Eles ajudam a manter o equilíbrio do recife, controlando algas e participando da cadeia alimentar. Além de sua beleza, esses peixes são essenciais para a saúde dos recifes de coral e para a vida marinha como um todo.
Espécies do tanque
Caranguejo Ermitão

Petrochirus diogenes
Como todo crustáceo, são invertebrados com o esqueleto do lado de fora (exoesqueleto), porém seu abdômen não possui estrutura muito rígida como o restante do seu exoesqueleto, sendo então extremamente sensível, assim utilizam conchas de moluscos como proteção. Conforme vão crescendo, buscam conchas maiores a fim de ficarem mais confortáveis e protegidos. A maioria são detritívoros, ou seja, se alimentam de restos de outros animais mortos. Entretanto incluem também na sua dieta alguns moluscos, pequenos crustáceos e larvas diversas.Alguns ermitões associam-se com anêmonas, que presas em sua concha atuam como escudo contra possíveis predadores, já que as anêmonas possuem células urticante em seus tentáculos, em contrapartida os ermitões fornecem deslocamento as anêmonas e muitas vezes sobra de alimentos.
Amblycirrhitus pinos

Amblycirrhitus pinos
Espécie de peixe característica do Oceano Atlântico ocidental até o Rio de Janeiro; no Atlântico oriental ela ocorre na Ilha de Santa Helena. No Oceano Índico esse peixe tem ocorrência pela região da Indonésia. Habita fundos rochosos e coralíneos, de 2 a 46 m de profundidade. Alimenta-se principalmente de zooplâncton. Na fase adulta chega até 10 cm de comprimento. Possui 10 espinhos dorsais com pequenos tufos semelhantes a pelos, utilizados para proteção, e numerosas manchas vermelhas na cabeça e na região dorsal e lateral do corpo, característica que lhe dá o nome popular de “sarampinho”.
Peixe-pedra (Mangangá)

Scorpaena plumieri
Espécie de peixe encontrada na região de Bermuda, até o sul do Brasil no Oceano Atlântico ocidental, e em poucas regiões no Atlântico oriental. Habita regiões com recifes de coral e costões rochosos em profundidades que variam de 1 m a 60 m. Permanece junto ao fundo camuflando-se com o ambiente, dessa forma, evita predadores (como algumas moreias, raias e tubarões) e pode comer peixes e crustáceos que passam desavisados a sua frente. Pode chegar a um tamanho máximo de 45 cm e 1,6 kg. É um dos peixes mais peçonhentos do Oceano Atlântico, ele possui peçonha em seus espinhos dorsais, pélvicos e anais. Os sintomas do envenenamento provocado por esses peixes incluem, em geral, manifestações locais e sistêmicas, com dor, edema, eritema e necrose, febre, sudorese, agitação, diarréia e distúrbios respiratórios.
Peixe-paru

Pomacanthus paru
Espécie que vive no Oceano Atlântico e pode ser observada ao longo de toda costa brasileira, próxima a recifes e costões rochosos. Os adultos podem nadar até cerca de 30 m de profundidade. Podem ser territorialistas quando estabelecem uma estação de limpeza, onde comem parasitas de outros peixes. Além desses parasitas, alimentam-se também de esponjas, vermes, algas e pequenos crustáceos. Quando juvenil apresenta listras verticais amarelas e nadadeira pélvica azul. Quando adultos perdem as listras, e sua coloração predominante é o azul-marinho e preto, com escamas laterais amarelas. Podem chegar a um tamanho máximo de 40 cm, e são animais bastante curiosos e geralmente permitem aproximação de mergulhadores.
Marimbá

Diplodus argenteus
Espécie que ocorre em todo litoral do Oceano Atlântico americano e no Mar Mediterrâneo. É encontrada em ambientes costeiros turbulentos de águas rasas, junto aos fundos coralíneos, rochosos e/ou arenosos. Alimenta-se de algas, moluscos, crustáceos e outros invertebrados. Seu corpo é ovalado e comprimido, de coloração prateada e mancha escura arredondada chamada ocelo, próximo a cauda, utilizada para confundir os predadores. Pode medir até 37,8 cm de comprimento. É um peixe pouco comercial.
Cardeal-fogo

Apogon americanus
É uma espécie endêmica da costa do Brasil, ou seja, só é encontrada em águas brasileiras, e vive em ambientes costeiros, fundos de cascalho, próximos a bancos de algas e recifes, coralinos ou não. Se alimenta à noite de pequenos crustáceos e zooplâncton. Apresenta no máximo 10cm de comprimento e possui o hábito de permanecer imóvel na coluna de água. Os machos guardam os ovos na sua boca e ficam sem se alimentar até a eclosão.
Badejo

Rypticus saponaceus
Vive no Atlântico, podendo ser encontrado dos Estados Unidos ao Brasil e da Mauritânia a Angola, no Atlântico Oriental. Vive associado a recifes de coral em águas rasas, se alimenta de peixes pequenos e invertebrados. Secreta um muco na pele, quando estressado, esse muco se transforma em uma espuma de sabão, que contém uma proteína tóxica.




