
Naufrágio
Os recifes são ambientes que protegem a costa e abrigam muitas espécies diferentes da vida marinha. Quando ocorre um naufrágio, é criado um recife artificial, que passa a ser habitado por diferentes peixes, algas marinhas e invertebrados. Sendo assim, um ótimo espaço para proteção e alimentação desses animais.
O naufrágio proposital perto de áreas com recifes naturais é prejudicial para a natureza, pois provoca um desequilíbrio naquele ambiente. Por isso, o ideal para naufrágios planejados, é ser em ambientes que só tem areia, pois assim, não haverá competição com recifes naturais. Sendo natural ou artificial, são ambientes muito importantes para a pesca e turismo, desde que esses atos não destruam o ecossistema.
Espécies do tanque
Cirurgião

Acanthurus bahianus
É um dos peixes cirurgiões mais característicos do oceano Atlântico, vivendo próximo aos recifes de corais em regiões tropicais em profundidades de até 40 metros. Pode chegar ao tamanho máximo de 12 centímetros e sua maior longevidade registrada é de 31 anos de vida. Pode ser encontrado em pequenos grupos de pouco mais de cinco indivíduos. Possui hábitos diurnos e se alimentam quase que exclusivamente de algas, por vezes podendo comer pequenos crustáceos. Possui um par de espinhos, localizados na lateral da cauda, e utilizados para defesa. Tal característica está presente em todas as espécies do grupo dos cirurgiões.
Salema - Branca

Anisotremus virginicus
Espécie de peixe que pode ser encontrada em águas tropicais em todo o Oceano Atlântico ocidental. Vive em fundos coralinos e/ou rochosos, normalmente solitário. Apesar de ser um peixe onívoro, os juvenis costumam se alimentar de pequenos parasitas encontrados em peixes maiores, e os adultos de pequenos crustáceos, moluscos e anelídeos. Essa espécie pode chegar a 40 cm de comprimento. No período de acasalamento podem formar grandes agregações. Possui coloração amarelada com faixas brancas ao longo do corpo.
Corcoroca grunt

Haemulon plumierii
Vive no Atlântico Ocidental, em recifes de coral, em profundidade de até 40 metros. Podem chegar a 53 cm de comprimento. Se alimentam de moluscos, crustáceos e peixes. Quando juvenis saem de noite procurando alimento no fundo arenoso de regiões com gramas marinhas e voltam aos recifes durante o dia para se proteger. Indivíduos adultos quando estão em cardume, descansam mais e comem menos. Para achar seu alimento, os adultos enterram a boca no substrato (areia) à procura de seu alimento e vão soltando o substrato aos poucos pelo opérculo (estrutura na lateral da cabeça que protege as brânquias). Por serem territorialistas, podemos observar, em alguns momentos, um de frente para o outro abrindo a boca, se desafiando (pode parecer um beijo mas não é).
Peixe-anjo-rainha

Holacanthus ciliaris
Encontrado no Atlântico Ocidental, vive solitário ou em par associado a recifes de coral, em uma profundidade de até 70 metros. São peixes que quando adultos podem atingir até 45 cm de comprimento. Junto com o Frade (Pomacanthus paru) é um dos maiores peixes anjos que temos no Brasil. Nadam lentamente próximo a pedras em busca de alimento, comendo esponjas e pequenos pedaços de algas. São mais tímidos que os Frades, dificilmente permitem aproximação. É uma espécie comercial no mercado de aquários, sendo pouco comercial para outras finalidades.
Maria-da-toca

Labrisomus nuchipinnis
Encontrada no Oceano Atlântico, em recifes de corais geralmente a poucos centímetros de profundidade. Vive se escondendo em buracos ou fendas no fundo, se alimenta de crustáceos, caramujos, peixes pequenos e até mesmo estrelas e ouriços-do-mar. Apresenta cuidado paterno, o pai cuida dos ovos até sua eclosão.
Peixe-cirurgião

Acanthurus chirurgus
Vivem no Atlântico Ocidental e Oriental, em profundidades de até 70 metros. Habita recifes de corais e áreas rochosas. Se alimenta de algas, sempre procurando seu alimento em fundos arenosos. Realiza também a limpeza de tartarugas-verde (Chelonia mydas) que estão nos recifes coralíneos junto ao Cirurgião-azul (Acanthurus coeruleus) e ao Sargentinho (Abudefduf saxatilis). É comum ser confundido com o Cirurgião-barbeiro (A. bahianus), pois a única diferença física são as leves linhas laterais verticais que o A. chirurgus possui.
Piranjica

Kyphosus incisor
Peixes comuns no Atlântico Ocidental e Leste, podem viver em até 15 metros de profundidade. Vivem em ambientes rochosos e recifes de corais, podendo chegar a 90 cm de comprimento. Se alimentam de algas, comendo também a alga Sargassum, que é a mesma que o peixe-escorpião (Rhinopias frondosa) se camufla.
Peixe-paru

Pomacanthus paru
Espécie que vive no Oceano Atlântico e pode ser observada ao longo de toda costa brasileira, próxima a recifes e costões rochosos. Os adultos podem nadar até cerca de 30 m de profundidade. Podem ser territorialistas quando estabelecem uma estação de limpeza, onde comem parasitas de outros peixes. Além desses parasitas, alimentam-se também de esponjas, vermes, algas e pequenos crustáceos. Quando juvenil apresenta listras verticais amarelas e nadadeira pélvica azul. Quando adultos perdem as listras, e sua coloração predominante é o azul-marinho e preto, com escamas laterais amarelas. Podem chegar a um tamanho máximo de 40 cm, e são animais bastante curiosos e geralmente permitem aproximação de mergulhadores.
Marimbá

Diplodus argenteus
Espécie que ocorre em todo litoral do Oceano Atlântico americano e no Mar Mediterrâneo. É encontrada em ambientes costeiros turbulentos de águas rasas, junto aos fundos coralíneos, rochosos e/ou arenosos. Alimenta-se de algas, moluscos, crustáceos e outros invertebrados. Seu corpo é ovalado e comprimido, de coloração prateada e mancha escura arredondada chamada ocelo, próximo a cauda, utilizada para confundir os predadores. Pode medir até 37,8 cm de comprimento. É um peixe pouco comercial.
Peixe-enxada

Chaetodipterus faber
É uma espécie encontrada no Oceano Atlântico, do sudeste dos EUA até o Rio Grande do Sul (Brasil). Vive associado a recifes de corais, em profundidades com intervalo entre 3m e 35 metros. Alimenta-se de animais como, crustáceos, moluscos, anelídeos e cnidários, também podendo se alimentar de plâncton na coluna d’água. Os indivíduos possuem tamanho médio de 50 cm e peso máximo já registrado de 9 Kg. No período reprodutivo, as fêmeas podem liberar até 1 milhão de ovos na coluna d’água, com os ovos eclodindo cerca de 24 horas depois. Há casos de envenenamento por ciguatera ao consumir esse animal. É uma espécie comercial no mercado de aquários, pesca esportiva e aquacultura, sendo pouco comercial para outros tipos de pescarias.




