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À Beira do Mar: Uma Fronteira Entre Mundos

À Beira do Mar: Uma Fronteira Entre Mundos

Dois mundos

O encontro entre o mar e a areia forma uma fronteira viva, onde dois mundos completamente diferentes que se tocam e se transformam. Essa região, chamada de zona entremarés, é habitada por organismos incríveis que desenvolveram estratégias únicas para sobreviver tanto na terra quanto no mar. Nesse limite entre o mundo terrestre e o mundo marinho, tudo muda o tempo todo: ora está submerso pela maré, ora está exposto ao sol e ao vento. Viver nesse ambiente instável exige resistência, adaptação e criatividade. Os animais que habitam esse local precisam lidar com mudanças diárias de temperatura, salinidade e umidade, o que torna sua sobrevivência um verdadeiro desafio. A composição e o tamanho dos grãos de areia também influenciam diretamente os tipos de organismos que podem viver ali. Muitos desses seres conseguem se enterrar rapidamente, buscando abrigo em camadas mais úmidas da areia, onde a água do mar ainda consegue chegar. Muitos dos animais que habitam esses ambientes, como tatuís, caranguejos, poliquetas e alguns peixes, são fundamentais para a saúde dos ecossistemas costeiros. Eles participam da reciclagem de nutrientes, ajudam na oxigenação do solo e servem de alimento para diversas outras espécies. Dessa forma, podemos deduzir que um ambiente é saudável apenas pela presença desses animais. Silva, V & Grohmann, Priscila & Esteves, A.. (1997). ASPECTOS GERAIS DO ESTUDO DA MEIOFAUNA DE PRAIAS ARENOSAS. Oecologia Brasiliensis. 03. 67-92. 10.4257/oeco.1997.0301.05.

Espécies do tanque

Mututuca

Mututuca

Myrichthys ocellatus

Espécie de peixe que ocorre em águas tropicais do Oceano Atlântico. No Brasil ocorre do norte ao sudeste. É encontrada no fundo de águas costeiras e rasas perto de ilhas e nas áreas rochosas ou coralinas. É solitária e apresenta hábitos noturnos, alimentando-se basicamente de caranguejos e peixes. Seu corpo serpentiforme pode atingir 102 cm de comprimento. É comum ver a mututuca com seu corpo parcialmente enterrado para se camuflar e capturar uma presa que passe por perto.

Cavalo-marinho-de-focinho-longo

Cavalo-marinho-de-focinho-longo

Hippocampus reidi

Cavalos-marinhos possuem boca em forma de tubo e são carnívoros. Sua dieta é baseada em plâncton, pequenos moluscos e crustáceos, como artêmias. Na fase adulta, sua cauda preênsil é mais desenvolvida, com a qual se prendem às algas e corais para que não sejam levados pelas correntezas. Podem mudar de cor e movimentar os olhos de maneira independente. São difíceis de serem encontrados, pois se adaptam ao ambiente e se camuflam. São ovovivíparos! Uma peculiaridade é que os machos “engravidam”. A fêmea deposita seus óvulos na bolsa incubadora do macho, que os fecunda e carrega até o momento do nascimento, os filhotes já nascem iguais aos adultos. Um único macho pode gerar de 150 a 1.200 filhotes por gestação dependendo da espécie. O tamanho máximo pode chegar a cerca de 17 cm.

Tatuí

Tatuí

Tatuí

São crustáceos decápodes que habitam áreas de praias arenosas, utilizando de suas adaptações de corpo para escavar a areia, sua coloração clara os auxilia na camuflagem, seu corpo fica quase todo coberto pela areia, deixando apenas suas antenas expostas. São animais pequenos, geralmente medem cerca de 4 cm de comprimento, são animais filtradores que se alimentam de plânctons. São animais sensíveis a exposição de poluientes, sua presença indica boa qualidade da água.

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